quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Mais um nos "entas"

Sou mãe, esposa, amiga, filha, dona de casa, formada em diversas vertentes da minha área profissional e voluntario-me para ajudar os outros.
Com o passar dos anos aperfeiçoei a profissão de mãe e dona de casa.
Ser mãe proporcionou-me uma felicidade infinita mas uma carreira “finita” e com grandes pausas! Sem dar por isso troquei as prioridades. Primeiro a minha filha e depois a carreira.
É claro que o dinheiro não é tudo mas a redução foi brutal. No entanto a felicidade aumentou pois só quem é mãe e esposa sabe do que falo!
Ao fim de este tempo não tenho duvidas que só a falta de responsabilidade social das empresas e a conjunção de ser mãe e profissional são as causas de ter ficado a concluir “mestrado” em mãe. Sim, a crise também é culpada do insucesso profissional.
Mas ainda assim sinto que
a vida é perfeita.
Apesar de estarmos a passar por uma grande fase de dificuldades financeiras e sociais, felizmente a fase de dar grande valor à vida e ao pouco que temos traz-nos muito conforto pessoal pois ficamos mais em família, lutamos juntos pelo mesmo, amamo-nos mais mesmo com o tempo contado.
Por vezes basta respeitar a forma de estar do “outro”, que até nem pensa ou sente desta forma. É assim que sinto os quarenta e um a chegar.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

EEEEEllláááááááá, vêm aí os entas!!!!

Todas as mulheres sabem que entrar nos ‘entas' não agrada.

Achamo-nos mais velhas, menos atraentes, mais sujeitas a doenças, etc. 

Eu sei que nem tudo é um mar de rosas.

Dizem que se tira mais partido, do que certamente é bom, nesta idade.

Dizem que permanecemos mais serenas e donas de uma maior sabedoria.

Que a energia da juventude está quase intacta, sem as indecisões e as angústias de quem está a começar uma carreira, um casamento ou uma família. Ummmmm…..ok... Também acredito que os homens não se sentem menos atraídos, pois o charme feminino está no auge, transformando os jogos de sedução muito mais emocionantes.

Parece ser uma idade de ouro em que existe um longo percurso para trás mas também todo um leque de excelentes conjunturas pela frente.

Existe mais carisma, maior auto-confiança e os julgamentos da sociedade deixam de ser importantes.

A vida, mais uma vês irá descrever o que realmente se passará, dando certezas dos momentos passados, tal como os que já descreveu, e assim sucessivamente no futuro!

A todos Nós, bons dias cheios de amor, sonhos, objectivos e concretizações, com 40, 30, 50 ou seja lá o numero que for.

Magda

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Felicidade ...

"Existem dois grandes dias na vida de uma pessoa:
O dia em que nascemos

 e o dia em que percebemos porquê"

sábado, 24 de outubro de 2009

Um filho é sempre nosso!



Um filho é sempre só nosso!
Não o podemos emprestar nem deixar que outros cuidem.
São só nossos.
Ninguém fará melhor papel que um pai ou mãe.
Não se trata de genes ou de sangue.
É quem dá o amor.
É quem cria ou ajuda a criar.
É quem está presente nas alturas difíceis e nas de alegria.
Não. Não empresto uma gargalhada de um filho meu.
Partilho e apenas com quem tem amor e vontade de receber essa partilha.
Não deixo filho algum com quem desconheço.
É verdade que só me conheço a mim e aos meus mas partilho confiança com quem a quer partilhar comigo.
Sou mãe e pai de barriga, de sangue, de genes, de amor, de coração.
Não me interesso por quem quer ter um filho mas sim por quem partilha um amor comum e tudo o que o suporta.
Um filho não se empresta nem se deixa em lugar algum para nosso proveito.
Um filho fica com quem o ama e se sente confiante. Quando não chora por nós.
Um filho não se empresta a ninguém.
Não existem cursos formativos de como ser pai ou mãe e que expliquem como é que são os sentimentos dessa ligação.
Um filho não é um estágio de quem gostaria de “ter um como este”.
Um filho ama-se desde a altura que, conscientemente e como adultos, temos a certeza do que queremos.
Um filho não é apenas o fruto de um grande amor entre duas pessoas diferentes ou iguais de sexo.
Um filho é uma pessoa que irá ser sempre mais exigente que nós.
Um filho não se empresta a ninguém.
Um filho, venha de quem vier, se é nosso, no sentido fora de posse mas cheio de responsabilidade, é o nosso exemplo de vida. É a nossa consciência do que está mal e do que está bem.


Um filho partilha-se com o mundo mas não se empresta a ninguém.
Um filho nosso é um filho de amor e o amor nem sempre acontece na partilha.
É verdade que pode acontecer partilha e esse amor não ser por um filho.
Somos adultos, conscientes e sensíveis. Somos obrigados a proteger um filho.
Se sabemos apontar temos que saber pedir desculpa.
Um filho quando aprende estas palavras mágicas dita-as tão naturalmente que nos alerta para quando erramos e não o sabemos resolver.


Crescer não é para todos.
Uns crescem consoante a idade e a vivencia natural, outros crescem à força por circunstâncias da vida, outros há que não querem crescer por ser mais fácil ter sempre quem os cuide.
Um filho não se empresta como se fosse um jogo ou um livro.
Um filho não se empresta a ninguém e ninguém melhor do que eu para saber cuidar da minha filha.
É assim que me sinto como mãe.
Não sou a melhor e não faço pretensões de me equiparar seja com quem for. Apenas faço o que a minha formação pessoal me ensinou, o que a minha consciência dita e sigo exemplos de quem está perto. Leio muito e converso pelos cotovelos com quem quer partilhar vivências idênticas.
Mas não empresto um filho a ninguém.


Magda Fonseca
De mãe para filha